O descobrimento do Brasil,
como costumamos dizer, foi um acaso no caminho dos Portugueses, que foram lançados
ao mar com o intuito de chegarem as índias e conquistar novas terras comerciais
no Oriente, que era tida como a principal área de fluxo comercial da Europa.
Descobrir uma nova nação, a princípio, não foi algo de grande interesse para a
Coroa Portuguesa, que ainda não tinha ideia de toda riqueza existente em solo
brasileiro.
Quando pisaram na nova
terra, os portugueses encontraram os habitantes desta vasta terra, os indígenas o
que de certa forma acabar modificando um pouco o sentido da palavra
“Descobrimento”, pois a terra recém-descoberta já era habitada. Por isso muitos
historiadores acham mais correto fala que houve uma colonização portuguesa
do que um descobrimento propriamente dito, pois tal afirmação estaria apagando
a história daqueles indígenas que por muito tempo foram os
verdadeiros donos da terra.
A
colonização inicialmente teve as seguintes características:
- Civilizar;
- Exterminar;
- Explorar;
- Povoar;
- Conquistar;
- Dominar.
Os três primeiros termos
têm relação com a relação entre colonizador e colonizado. Mostra a forma como
os portugueses trataram aqueles que deveriam ser tidos como os donos da terra,
mas que de uma forma ou outra passaram a ser meros empregados, que faziam
serviços para os colonizadores em troca de bugigangas. Eles se achavam uma raça
superior, e tratavam os indígenas com descaso, tentando impor sua cultura,
exterminando aqueles que achavam que não serviriam para seus objetivos e
explorando o trabalho deles, que eram fortes e sadios. Anos depois o
negro-africano era inserido nas terras brasileiras como escravo, vindo a se
tornar a mão-de-obra principal dos europeus, em sua exploração.
Os três últimos termos
diziam respeito à questão territorial, a exploração que aquele
território sofreria e ao povoamento que faria com que todas as outras nações do
mundo soubessem que aquela terra era pertencente a Coroa Portuguesa.
1500
à 1530 – O Lento processo de Colonização
Os trinta primeiros anos da colonização foi um
processo lento, pouca coisa foi feita pela Coroa Portuguesa no novo território.
Em 1501 Gaspar de Lemos chefiou uma expedição no território brasileiro, e em
1503 Gonçalo Coelho chefiou uma outra expedição.
Entre seus objetivos estavam:
- Dar nomes a algumas localidades no litoral;
- Construir algumas feitorias;
- Confirmar a existência de pau-brasil.
Com o descobrimento de
uma boa quantidade de pau-brasil nas regiões litorâneas brasileiras, os
primeiros trintas anos da colonização eram mais centrados na exploração da
madeira. Os portugueses contavam com a ajuda dos indígenas para a derrubada e o
armazenamento, que davam sua mão de obra em troca de produtos e utensílios.
No ano de 1516, Dom
Emanuel I, rei de Portugal, enviou vários rumo a nova terra para iniciar um
povoamento. Eles se instalaram em Porto Seguro, a princípio, mas os indígenas
trataram de expulsá-la rapidamente. Até o ano de 1530 este povoamento foi
bastante simples, apenas em 1531, com a ameaça de uma invasão da Holanda,
França e Inglaterra no território brasileiro, o monarca português Dom João III
nomeou Martim Afonso de Souza como Capitão-mor da esquadra e das terras
coloniais, enviando-o ao Brasil com o intuito de efetivar a exploração mineral
e vegetal da região e a distribuição das sesmarias.
O
Início do Povoamento do Brasil
Em 1532, Martim Afonso de
Souza fundou os primeiros povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e
Piratininga, que atualmente é a cidade de São Paulo, no litoral do estado de
São Paulo. O capitão-mor utilizou as terras do litoral paulista para
desenvolver o plantio de cana-de-açúcar.
Entre os anos de 1534 e
1536, o território brasileiro foi dividido em quatorze faixas de terras que
receberam o nome de capitânias hereditárias, ou donatarias.
Essas terras,
que iam do litoral em direção ao interior, foram doadas a capitães-donatários,
que eram comerciantes, fidalgos e funcionários pertencentes à burguesia e a
pequena nobreza, e tinham como compromisso promover o povoamento e exploração
em troca da concessão das grandes propriedades e de direitos e privilégios.
A partir da união dos
brancos europeus, os indígenas e os negros africanos, formou-se uma forte
mistura racial que viria a formar a sociedade colonial. Era uma raça
heterogênea, uma mistura que formaria o que hoje conhecemos como o povo
brasileiro. Porém, mesmo com essa inter-relação, o que valia era o fator
financeiro, que era dominada pela cultura elitizada dos brancos. Para eles os
índios eram selvagens primitivos, e os negros, eram seres impuros, desprezíveis
e de baixa capacidade intelectual, praticamente animais.
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