Karl
Heinrich Marx foi um filósofo, cientista político, e
socialista revolucionário muito influente em sua época, até os dias atuais. É
muito conhecido por seus estudos sobre as causas sociais. Teve enorme
importância para a política europeia, ao escrever o Manifesto Comunista,
juntamente com Friedrich Engels, que deu origem ao “Marxismo”, citado adiante.
Foi um ativista do movimento operário europeu, no chamado Internacional
Workingmen’s Association (IWA), também conhecido como First International.
A influência de sua
ideias atingiram todo o mundo, como na vitória dos Bolcheviques na Rússia.
Enquanto suas teorias começaram a declinar quanto à popularidade, especialmente
após o colapso do regime Soviético, elas continuam sendo muito utilizadas hoje,
em movimentos trabalhistas, práticas políticas, movimentos políticos.
MARXISMO
O marxismo se baseia no
materialismo e o socialismo científico, constituindo ao mesmo tempo uma
teoria geral e o programa dos movimentos operários. Em razão disso, o
marxismo forma uma base de ação para estes movimentos, porque eles unem a
teoria com a prática. Para os marxistas, o materialismo é a arma pela qual é
possível abolir a filosofia como instrumento especulativo da burguesia (o
Idealismo) e fazer dela um instrumento de transformação do mundo a serviço do
proletariado (força de trabalho). Este conceito tem duas bases: o materialismo dialético
e o materialismo histórico. O primeiro coloca a simultaneidade da matéria e do
espírito, e a constituição do concreto por uma evolução concebida como
“desenvolvimento por saltos, catástrofes e revoluções”, causando uma evolução
em um grau mais alto, graças a “negação da negação” (dialética).
O materialismo histórico
coloca que a consciência dos homens é determinada pela realidade social,
ou seja, pelo conjunto dos meios de produção, base real sobre a qual se eleva
uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem formas de
consciência social determinada.
Analisando o capitalismo,
Marx desenvolveu uma teoria para o valor dos produtos: o valor é a expressão da
quantidade de trabalho social utilizado na produção da mercadoria. No sistema
capitalista, o trabalhador vende ao proprietário a sua força de trabalho,
muitas vezes o único bem que têm, tratada como mercadoria, e submetida às leis
do mercado, como concorrência, baixos salários. “Ou é isto, ou nada. Decida-se
que a fila é grande”. A diferença entre o valor do produto final e o valor pago
ao trabalhador, Marx deu o nome de mais-valia, que expressa, portanto, o grau
de exploração do trabalho. Os empregadores têm uma tendência natural de
aumentar a mais-valia, acumulando cada vez mais riquezas.
Após a Segunda
Guerra Mundial, o marxismo teve um crescimento considerável, principalmente em
países do terceiro mundo, onde se constituiu como ponto de referência para os
movimentos de libertação nacional. Este crescimento foi acompanhado de
desenvolvimentos e divisões: a crítica ao Stalinismo na antiga URSS e suas
práticas nos países ocidentais, a ruptura entre URSS e a China, a análise do imperialismo por
militantes políticos, como Ho Chi Minh, no Vietnã, Fidel Castro em Cuba,
etc.
| Karl Marx |
Bibliografia
Karl Marx nasceu em
Trier (na época no Reino da Prússia) em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a
14 de Março de 1883.
Era o filho mais novo de
uma família judaica de classe média da cidade. Em Iena, obteve em 1841, o seu
doutoramento em Filosofia com uma tese Sobre as diferenças da filosofia da
natureza de Demócrito e de Epicuro.
No ano seguinte tornou-se
redator-chefe de um jornal da província de Colônia, onde conheceu
Friedrich Engels, durante visita deste a redação do jornal.
Em 1844, após sua mudança
para Paris no ano anterior, trabalha na edição do primeiro volume dos Anais
Germânico-Franceses, principal divulgação dos hegelianos da esquerda. Pouco
tempo depois, por divergências ideológicas, rompe com os líderes deste movimento,
Bruno Bauer e Ruge.
Entre os primeiros
trabalhos de Marx, foi considerado o mais importante o seu artigo
Sobre a crítica da Filosofia do direito de Hegel, primeiro esboço da
interpretação materialista da dialética hegeliana.
Marx e Engels escreveram
juntos em 1845 A Sagrada Família, trabalho que versava contra o hegeliano Bruno
Bauer e seus irmãos. Também foi obra comum A Ideologia alemã (1845-46), que por
motivo de censura não pôde ser publicada naquele momento. A edição
completa daquele trabalho apenas seria divulgada em 1932.
Sozinho, Marx escreveu A
Miséria da Filosofia (1847), a polêmica veemente contra o anarquista francês
Proudhon.
O Manifesto Comunista, de
1847, foi a última obra comum de Marx e Engels. A obra se constitui em um breve
resumo do materialismo histórico e apelo à revolução.
Após estabelecer – se em
Bruxelas, passa a fazer parte de organizações clandestinas de operários e
exilados. Em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O
Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde,
seria chamada marxista.
O 18 Brumário de Luís
Bonaparte foi publicado em 1852 em jornais e em 1869 como livro. É a primeira
interpretação de um acontecimento histórico. O acontecimento explorado é o
golpe de Estado de Napoleão III.
Após a sua chegada a
Londres, passa a fazer parte de vastos estudos econômicos e históricos, sendo
frequentador assíduo da sala de leituras do British Museum. Escrevia artigos
para jornais norte-americanos, sobre política exterior. Neste período sua
condição financeira estava muito precária. Nesta época foi ajudado por Engels,
que vivia em Manchester em uma condição financeira muito mais favorável.
No ano de 1867, publicou
o primeiro volume da sua obra principal, O Capital. É um livro fundamentalmente
econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do
valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc.
Os volumes II e III de O
Capital foram editados por Engels, em 1885 e em 1894. Outros textos foram
publicados por Karl Kautsky como volume IV (1904-10).
A teoria defendida por
Karl Marx fundamenta – se na crítica radical do capitalismo, onde predomina a
exploração do trabalhador pela burguesia. Sob a sua óptica, havia aqueles que
possuíam o capital produtivo com o qual expropriavam a mais-valia,
constituindo assim a classe exploradora (burguesia); de outro lado estavam os
assalariados que não possuíam a propriedade (proletários).
Com esta estrutura, Marx
acreditava que a Educação era parte da superestrutura de controle usada pelas
classes dominantes. Desacreditava no currículo que ela traria e na forma como
seria ensinado. Defendia a educação técnica e industrial (essas ideias tiveram
um impacto posterior na educação, especialmente no que diz respeito à educação
tecnológica).
Karl Marx defendia a
educação pública e gratuita para todas as crianças. Esta era, na sua visão, a
solução para retirá-las do trabalho nas fábricas. Defendia, ainda, que a
educação deveria formar o homem nos aspectos físico, mental e técnico, trazendo
os panoramas do estudo, lazer e trabalho. O intuito fundamental deveria
produzir seres humanos desenvolvidos integralmente através do trabalho
produtivo, escolaridade e ginástica.
Em 1932 foram descobertos
e editados em Moscou os Manuscritos Econômico-Filosóficos, redigidos em 1844 e
deixados inacabados. É o esboço de um socialismo humanista, que se preocupa
principalmente com a alienação do homem; sobre a compatibilidade ou não deste
humanismo com o marxismo posterior,
a discussão não está encerrada.
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